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Numero 18 - A coletividade



Número 18


As pepitas viraram sementes e despertaram  a percepção da coletividade

Agora o nosso  sentido de gênero vai além do masculino e feminino, pois aprendemos a ver também a dimensão do interno e externo.

Um objeto que naturalmente é par e fica sozinho, dá uma sensação de incompletude... simboliza pra nós aquilo que é natural e se perdeu... Saudade do todo!

Acabei de ouvir uma história de um paraquedista que perdeu um dos seus tênis no ar.  Ficou muito triste porque sentia que faltava uma parte dele. Divulgou nas redes sociais e passou a procurar em todos os lugares... O Cinderelo buscava seu sapatinho vermelho, sua outra metade... A história terminou bem, um homem pobre achou e andava pelas ruas com um tênis só no pé. Um casal viu e avisou ao paraquedista. O paraquedista feliz doou um par de tênis novinho ao homem pobre....

Mas como assim, um objeto pode ser portador da nossa outra metade?

Precisamos encontrar nossa alma gêmea, nossa outra metade, mas agora sabemos que ela não está apenas em outra pessoa.

E quando vamos atrás de nosso tesouro encontramos as pessoas pelo caminho com suas histórias e problemas e nos compadecemos  por elas e paramos para ajudar...

E encontramos ali mesmo os tesouros que buscamos.

Penso que podemos usar nossas habilidades para cuidar de várias pessoas, não deixando ninguém sem atenção. O maestro precisa ser também o médico, o enfermeiro e o administrador...

E tudo isso sem se abalar com os sofrimentos para não perder a capacidade de ajudar. Agora ele é um administrador dos benefícios que devem chegar a muitos, sem ficar com nada material, como um voluntário cujo pagamento é a alegria de servir.

Bem, nesse território eu sou um teórico, mas conheço um jovem de cerca de 25 anos que largou um emprego de Gestor de projetos na Irlanda para ser voluntário na Espanha e depois administrar uma escola em Honduras que atende pessoas carentes, tudo isso sem receber  nenhum pagamento além de moradia e comida. 

As vezes eu sinto uma pontinha de inveja destas pessoas que tem este desprendimento e são capazes de se sacrificar para gerar melhorias para os outros.

Mas pensando bem, a demanda de ajuda é muito maior que a oferta e quem se dispõe a ajudar corre o risco de ficar sobrecarregado e perder a eficiência, a não ser que seja realmente um bom administrador de conflitos . Imagine um salva-vidas que resolve ajudar um bando de pessoas se afogando e não se prepara adequadamente... 

Mas interferir na ordem pode ter um efeito colateral perigoso porque poucos tem consciência da verdadeira justiça...

Colocar o individual  acima da lei e da ordem para atender os anseios e necessidades de alguém ou de um grupo, pode ter um alto preço para toda a sociedade...

Uma sociedade justa é fruto de indivíduos justos e que não estão acima da Lei e da ordem, muito pelo contrário. O Japão nos dá um exemplo de um país com raros recursos naturais, arrasado por guerras, terremotos, Tsunamis, mas extremamente próspero e cuidadoso com seu povo.

E isso não se deve aos seus governantes mas sim ao seu povo. Parece que cada cidadão é ao mesmo tempo firme como uma rocha e suave como uma flor de cerejeira, implacável com a justiça, mas sensível e humano como poucos neste planeta...

E não basta dizer que isso é fruto da educação e cultura que eles recebem, pois também  isto é um merecimento destas almas que ali nasceram. 

Fora da justiça e da ordem não há salvação. Quando movimentos sociais se colocam acima da lei mesmo com as melhores intenções em nome do amor ao próximo  e agem de forma desorganizada,  produzem  o caos e a necessidade de intervenção da força gerando mais conflito.

E ninguém é culpado isoladamente pelos males e erros da sociedade.

Todos somos responsáveis, aqui, agora e no passado.

O futuro depende de cada um evoluir para o próximo nível, onde o feminino e o masculino caminham de mãos dadas.

Mas antes será necessário restabelecer o controle e a ordem para que se tenha uma  nova realidade com mais calma e serenidade...


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Comentários

  1. A sensação de fazer parte de um grande conjunto. A interdependência cada vez mais clara. O líder interior 1 no comando de atividades incansáveis em busca da união do espírito com a matéria 8. A prosperidade como fruto e a preocupação com o coletivo como inspiração 1+8=9. Assim é o 18, pelo menos uma faceta dele. Inverta-se o sentido da bondade e teremos seu lado escuro: dominar a riqueza mas usá-la para si, contrariando a sua essência final. Cada um desses “18” seguirá para o seu dia seguinte com bagagens diferenciadas, para facilitar ou dificultar sua evolução.

    A omissão diante do sofrimento alheio é apenas um pequeno detalhe, uma “pegadinha” para a alma ambiciosa que não quer/pode perder tempo, que sente a necessidade de realizar seus próprios desafios e encontra os argumentos necessários para entregar as injustiças nas mãos de Deus.

    Porém a sinceridade do coração sabe o que se passa e um dia acordará com o peito em chamas, os olhos inundados de lágrimas. Baterá no peito gritando “como fui cego! A verdadeira riqueza está em compartilhar!”

    Das habilidades e talentos da gestão evoluída, com amor, a ordem se dá em outro nível. O nível da auto-responsabilidade por criar espaços internos e externos que cultivem a tolerância, o respeito, a dignidade humana. É nesse ambiente que o “filho” do 18, seu dia seguinte, o 19, vai errar menos, explorar menos, pagar suas dívidas da exploração alheia e sofrer infinitamente menos.

    Como nós vemos o mundo? De acordo com a nossa natureza. E não há julgamento nem possível nem justo, senão as lições que a vida nos dá. O dia 18 é um bom dia para pensar nisso.

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