sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Almas Gêmeas - A comunhão perfeita entre o 1 e o 2



Almas gêmeas são duas almas que se completam, numa interação sadia, numa comunhão perfeita.

Essas almas podem atuar em diversas áreas, e não somente no amor, mas há de ser como um par amoroso que essas almas são mais reconhecidas e comentadas. E há de ser sobre o amor que irei concentrar a minha atenção, enquanto divago sobre essas almas que se completam como feijão com arroz ou café com leite.

Almas gêmeas são almas que encarnam uma como contraparte da outra, com o objetivo de somar esforços para estimular suas evoluções espirituais. Este estímulo deverá ser reconhecido por uma permanente busca de equilíbrio entre seus aspectos masculinos e femininos.

Muito antes de encarnar, essas duas almas se atraem magneticamente, por motivações kármicas e por ideais comuns, baseados num rateio de valores, muito distante da nossa compreensão racional e dos nossos conceitos materiais.

O princípio de tudo é que existe uma atração espontânea no plano espiritual que faz com que almas semelhantes se atraiam e se disponham a encarnar como almas gêmeas.
Durante suas primeiras encarnações juntas, essas duas almas deverão ajudar-se mutuamente, estimulando virtudes e corrigindo defeitos, uma da outra. Nessas encarnações iniciais, essas almas não seriam facilmente reconhecidas como almas gêmeas, pelo menos de acordo com os padrões humanos. Isto porque, em suas primeiras encarnações juntas, elas estariam num estágio ainda muito bruto de afinidades, estando mais suscetíveis a desentendimentos e censuras do que a idéias e atitudes harmônicas.

Nesse estágio inicial, as almas gêmeas se cobram e se amam, quase com a mesma intensidade, gerando diversos conflitos emocionais e dramas passionais. Mas, por trás das desavenças e das discussões, haverá sempre um idealismo amoroso de dedicação e preocupação com o bem estar comum.

Muitas e muitas encarnações juntas serão necessárias até que essas almas comecem a ter uma conexão amorosa perfeita, a partir de suas lembranças e memórias kármicas, que as farão ver a vida com um sentimento único, a ser compartilhado pelas duas, sem distinção ou restrição.

Durante esse processo, e por diversas vezes, essas almas serão afastadas e reaproximadas, até que suas afinidades comecem a se firmar, e elas sintam falta uma da outra. Quando isso ocorre, elas voltam a encarnar juntas, por sucessivas vezes, até que cheguem a uma tamanha ligação que já não dá mais para separá-las.

Esse costuma ser o início da ascensão espiritual da dupla, quando o feminino e o masculino, ou como dizem os orientais o yin e o yang, atingem o equilíbrio ideal ou a harmonia perfeita. O 2 e o 1 se confundem, em cada uma das almas, e já não tem mais sentido voltar a encarnar, ora como homem, ora como mulher, pois a consciência do ser andrógino foi, enfim, alcançada.

Outra não seria, portanto, a razão da atração entre almas gêmeas, senão estimular, no homem e na mulher, a busca dos aspectos do sexo oposto ao que encarnaram. Os homens precisam buscar o feminino, as mulheres necessitam encontrar o masculino, de modo que se dê a plena fusão das polaridades opostas, numa harmonia perfeita entre as energias yin e yang.

O processo em curso, para o nosso melhor entendimento humano, seria como se a mulher se espelhasse nas virtudes masculinas de sua alma gêmea, a fim de fortalecer o seu aspecto yang, enquanto que o homem se espelharia nos atributos femininos, para o fortalecimento do seu aspecto yin.

A ascensão se dá no momento em que, após inúmeras e sucessivas encarnações, essas almas atingem o equilíbrio perfeito. Se, nas primeiras encarnações juntas, essas almas podem enfrentar muitas dificuldades para ajudar-se mutuamente, isso muda completamente, após vidas e vidas encarnando como almas gêmeas, até que alcançam uma afinidade perfeita, transmitindo, uma a outra, uma paz de espírito indescritível e um sentimento de integração tão intenso, que já não se sentem duas, mas uma só alma.
Quando chegam a esse nível de consciência espiritual, essas almas não mais encarnam no plano físico, passando a trabalhar em planos mais sutis, ou, então, em outros planetas mais evoluídos.

Às vezes, não é nada simples reconhecer-se a nossa alma gêmea, por vivermos em atritos e com sentimentos confusos, que nos fazem rejeitar aquele convívio, numa sensação de que mais nos atrapalha do que ajuda. Mas, almas gêmeas não são sempre boazinhas, passando a mão pela nossa cabeça e aceitando calada os nossos erros. Elas estão no mundo para nos ajudar a crescer, e crescer junto conosco.

A falsa impressão que a maioria costuma ter de que a alma gêmea é aquele ser que faz tudo que a gente quer, gosta de tudo que a gente gosta e sente da mesma maneira que a gente sente, faz com que muitos não consigam identificar suas almas gêmeas, quando elas surgem em seus caminhos.

E não se enganem, meus caros leitores, nesse vai-e-vem de encarnações juntas e separadas, as almas gêmeas podem formar mais de um par, o que resulta em grandes aventuras amorosas e tragédias passionais. São os famosos triângulos amorosos, que já fizeram tanta história, em romances famosos, e que, a todo momento, se materializam na vida real.


E no meio de tanto amor e tanto romance, o 1 e o 2 caminham juntos como homem e mulher, marido e esposa, mãe e filho, pai e filha, irmão e irmã, dupla de dançarinos, como Ginger e Fred, artistas de cinema, como Spencer Tracy e Katharine Hepburn, e duplas musicais, como Rodgers e Hart.

Gilberto Gonçalves


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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Encontros e desencontros explicados pelos numeros


Quem já não viveu um grande amor ? Ou terá sido uma daquelas paixões passageiras, do tipo fogo de palha ? E quem se importa em definir o que lhe vai na alma, quando as emoções mais simples fazem disparar o coração ?

Quem não sentiu aquela ardente paixão, que chega no início das férias e acaba quando as férias terminam ? Um amor de verão !

Quando as energias do 3 e do 5 se encontram, os sentimentos costumam ficar fora de controle.

O 3 é um eterno sonhador, um romântico apaixonado. O 5 é um aventureiro incontrolável, um amante sedutor. Os dois, quando se juntam, provocam romances e aventuras apaixonantes, tão fantasiosas e intensas que, às vezes, até parecem amor.Esses sentimentos costumam arder como enormes labaredas, que até parecem que nunca irão apagar. De repente, a fogueira se transforma num monte de brasas, que, depois de esfriarem, deixam para trás um vestígio de fuligem, que, com o tempo, vira uma poeira de mágoas e ressentimentos.

Escândalos e traições são comuns, sempre que uma paixão passageira é confundida com o amor.

As causas estão relacionadas a antigos karmas de traição e adultério, ocorridos em vidas passadas. Esses karmas são identificados pelas presenças dos números kármicos 14 e 16.

Os desencontros ocasionados por essas paixões kármicas costumam ser responsáveis por medos e inseguranças, diante de novos relacionamentos. Algumas vezes, é tamanha essa decepção amorosa, que pode levar a futuras vidas solitárias e repletas de amargura.

Em tais situações, o 7 passa a predominar, estimulando o culto ao silêncio e à solidão. Nessas fugas, o antigo amante pode vir a se tornar o místico e contemplativo estudioso dos segredos do ocultismo.

O interesse e a dedicação à vida espiritual podem afastar essas pessoas do casamento e de qualquer relação que as aproxime demais das outras. O rigor com que passam a julgar a todos e a recusa a compartilhar a sua privacidade são fatores determinantes das dificuldades que elas passam a encontrar para se relacionarem afetivamente com alguém, principalmente vivendo debaixo do mesmo teto.

Encontros e desencontros também podem surgir na presença do número kármico19, que é um coletador das dívidas contraídas noutras vidas. Aqueles que não souberem interpretar os"perde e ganha", como lições a serem aprendidas, para que respeitem mais os direitos e valores alheios, sofrerão permanentes perdas, até quitarem todas as suas dívidas contraídas em encarnações passadas. Com isso, os seus relacionamentos não perduram por muito tempo, as separações se sucedem, em meio a sofrimentos e decepções, e aquele encontro que parecia eterno resulta num novo desencontro, pouco tempo depois.

Os encontros e os desencontros não passam de etapas naturais, dentro do processo amoroso, pelo qual todos deverão passar, antes de atingirem um relação amorosa estável e duradoura, simbolizada pelo número 6.

Os sonhos e as fantasias dos números 3 e 5 fazem parte dos encontros, como peças românticas e amorosas, e nem sempre são motivos de rompimentos e decepções, como acontece num amor de verão. Eles podem vir a ser os portais de acesso aos grandes amores, que conduzem à união conjugal perfeita, preconizada pelo número 6.

Os desencontros devem ser vistos como experiências educativas na consolidação das uniões, ajudando a entender e superar as dificuldades kármicas, por obrigar-nos a refletir sobre os nossos erros e defeitos.

Encontros e desencontros sempre fizeram parte da história dos casais que deram certo. Antes de celebrarem a grande união do 6, muitos casais sofreram as ilusões do 3 e do 5, mas souberam administrar juntos as divergências e os conflitos, até encontrarem a harmonia ideal.

Assim como a natureza não pode viver só de primaveras e verões, o amor também tem seus outonos e invernos. No meio de romances e paixões, de uniões e separações, vivem-se encontros e desencontros, enquanto se busca entender o verdadeiro sentido da vida, que nos é revelado pela missão de cada um de nós.

O despertar para a missão e a determinação em cumprí-la hão de ser suficientes para harmonizar os nossos sentidos e ajudar-nos a refazer os contatos, que foram desfeitos, por incompreensão e intolerância, levando-nos a repetitivos, cansativos, intermináveis, porém, instrutivos encontros e desencontros.


Quem não souber lidar com esse vai-e-vem amoroso, corre o risco de ficar para trás e perder o trem da história.

Gilberto Gonçalves


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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Conflitos entre o Numero 1 e 2 explicam os Humores Masculinos


Meus queridos leitores homens, eu vos dedico um pouco do meu tempo, mantendo-me vigilante e com um olhar atento em meu feeling e com o outro cuidando dos meus humores.

Prometo-vos, leitores homens, ajudar-vos a entender melhor os vossos arroubos de mau humor que são enigmas indecifráveis para quase todas as mulheres, e razões de sérias brigas entre marido e mulher.

Acredito que muitos já ouviram falar de anima e animus, termos utilizados por Jung para definir o aspecto feminino existente no homem e o aspecto masculino presente na mulher. Creio mesmo que já devam ter ouvido falar que esses aspectos estão muito ligados aos sentimentos da filha mulher com o pai e do filho homem com a mãe. Mas, a realidade, segundo Jung, vai muito além desses apegos e chamegos de adolescência.

Comecemos tentando entender essa presença feminina no homem e masculina na mulher. Deixem-me, logo de pronto, tranqüilizar-vos, conservadores e liberais leitores, afirmando que não entrarei nessa discussão que vem sendo explorada de um modo distorcido pela mídia e que confronta os direitos dos homossexuais, casamentos entre gays e similares.

O grande estudioso da mente humana, o gênio da psicanálise espiritual, Carl Jung, demonstrou que o ser humano é andrógino, o que significa que ele combina em si, os dois elementos, o masculino e o feminino. A mulher interior no homem, Jung chamou de anima, e o homem interior na mulher, animus.

Dizia Jung que, as criaturas humanas somente conseguem a sua plena integração se souberem incorporar esses elementos às suas personalidades. O homem precisaria assumir o seu elemento feminino e a mulher, o masculino, sem o que não haveria esperanças deles entenderem as suas verdadeiras essências.

De acordo com Jung, é raro o homem que conheça, ou reconheça, a sua anima, e que consiga manter um relacionamento satisfatório com ela. Mas, para que isso venha a acontecer, antes é necessário saber empregar o feeling, a percepção intuitiva ou a sensação desprovida de emoção.

É raro o homem que conheça o suficiente sobre seu componente feminino, ou ainda melhor, que tenha um relacionamento satisfatório com esse seu aspecto feminino. Sem o feeling, o homem jamais dará o verdadeiro valor à sua anima, insistindo em desconhecê-la, não lhe conferindo o devido valor e não tendo com ela o indispensável envolvimento total.

De um lado desenvolver o feeling, do outro não se deixar tomar pelos humores! Quando está tomado por seus humores, é como se o homem se tornasse uma “mulherzinha”, dominado pela parte feminina da sua natureza. E não vai nesta observação nenhum sentido de julgamento comportamental de caráter sexual.

A “mulherzinha” que se faz presente na personalidade masculina é uma manifestação do seu inconsciente, diante da reação de alguns aspectos da sua constituição feminina interior. Isto se observa de forma bastante visível, quando o homem é contrariado e se isola num canto, agarrado a um jornal, que finge ler, ou de olhos pregados na televisão, sem se dar conta do que se passa na telinha à sua frente.

A Numerologia da Alma diria que o número um está num enorme conflito com o número dois, e que ambos se comportam de modo radical, tentando ocupar o mesmo espaço, num ambiente que só permitiria uma presença única.

As mulheres mais sábias costumam dizer que o marido “está de veneta”, e nem é bom chegar perto. Elas têm toda razão de esquecer o seu homem amuado e calado, num canto qualquer da casa, sem tentar insistir na polêmica que resultou naquele estado de ânimo.

A realidade, meus nobres leitores, é que são poucas, muito poucas, as mulheres que utilizam nessas horas o bom senso de não polemizar ou de simplesmente deixar para depois. O seu homem só precisa de um tempo para espantar os seus humores, e voltar ao seu mundo masculino seguro e confiante.

A mulher, sem saber quem seja a tal “mulherzinha” que se apossou do seu macho, fazendo-o carente e magoado, acaba ficando zangada e despertando o seu homem interior na forma de um “machão raivoso”. Enquanto o nº 1 sempre controlador e poderoso se fragiliza com suas inseguranças e mágoas, o nº 2 esquece suas fraquezas e timidez e assume o papel de super-herói, enfrentando o vilão, para que se faça a justiça e tudo retorne à antiga ordem.

Quem já não testemunhou essas brigas de marido e mulher, que começaram por coisinhas miúdas e terminaram num enfrentamento violento, com os dois botando para fora antigos ressentimentos e raivas reprimidas? Não há conflito pior do que o lado feminino do homem enfrentando o lado masculino da mulher. Os dois ficam inteiramente dominados por sua anima e seu animus, perdendo ambos o bom senso e os limites da razão.

É comum atribuir-se à mulher a culpa por essas brigas de casais, e, se não há propriamente motivo para culpá-las, não há como retirar suas responsabilidades por ter alimentado os humores do seu homem. Diz-se que faltou feeling, não houve a percepção intuitiva de que não era uma boa hora para tentar celebrar o acordo de paz. Mas, o que se pode fazer com um nº 2, pacificador, diplomata e eterno conciliador de conflitos? E assim, lá vai a mulher com o seu nº 2 aguçado tentar celebrar tratados de paz no meio da guerra, quando ainda não é a hora propícia para o início das conversações.

Os humores dos homens são problemas deles, que terão de resolvê-los sozinhos. As mulheres não têm culpa alguma, e se forem pacientes e pararem de se sentir culpadas, logo eles sairão daquele estado de sisudez e isolamento, voltando a conversar como se nada houvesse acontecido.

Acreditem meus leitores homens, que a culpa de muitas das brigas de casais é do feminino, mas não da mulher, o feminino do homem que existe no íntimo de todas as personalidades masculinas. Concordo que essas brigas não são de exclusiva responsabilidade da mulher que existe dentro de todo homem, mas também do homem que existe em cada mulher.

Domar essas feras interiores é uma espinhosa missão, por serem sensações estranhas em ambientes hostis – o feminino no homem e o masculino na mulher. Mas, é bom tentar. Que tal somar as forças, no lugar de dividir?

Se somarmos o nº 1 com o nº 2, nós encontraremos o nº 3, a energia sentimental, romântica e sociável, em que prevalece o bom humor e a beleza. Nada poderá ser mais indicado para um casal do que levar uma vida sob o enfoque do nº 3, onde o bom se faz presente e beleza é fundamental.

Agora, minhas atentas leitoras, quando o seu marido ficar emburrado por qualquer coisa, não se sintam culpadas, nem tentem saber os motivos. Deixem-no em seu canto em paz.

A “mulherzinha” dele é muito zangada, e nem é bom provocar o “machão zangado” que existe dentro de cada uma de vós.

Guardai bem todos vós essas duas palavrinhas latinas, animus e anima. Elas são as grandes responsáveis pela maioria dos divórcios por esse mundo afora. Sem feeling, elas agem como umas desatinadas, tumultuando a vida dos casais. Meditem bem sobre elas, antes de começar tudo de novo. Os homens têm humores, e as mulheres não podem perder os seus.


Deixo-vos como sugestão final a leitura de duas obras definitivas sobre esse tema, ambas escritas por Robert A. Johnson, HE e SHE. E se gostardes, eu também vos recomendo o terceiro livro da trilogia, o WE.

Gilberto Gonçalves


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domingo, 6 de agosto de 2017

Alma 14/5 - Uma Alma Cigana


As almas que trazem consigo o karma 14 são as chamadas almas ciganas, e não conseguem esconder a sua atração pelos ritos ciganos, simbolizados por festas em volta de fogueiras e por uma necessidade muito grande de liberdade.

As almas ciganas sentem enorme atração por aventuras e paixões, ainda que quase sempre estejam vivendo experiências que inibem essas expansões típicas dos ciganos. Algumas delas trazem no rosto, nas orelhas ou em torno do pescoço, os sinais físicos de suas origens. Elas não conseguem esconder a atração que sentem pelas roupas coloridas, pelos brincos, colares e pulseiras, que estão sempre adornando as suas figuras sedutoras e cativantes. 

Os ciganos são povos conhecedores dos mistérios sagrados e depositários de verdades ocultas, que tiveram de ficar protegidas do conhecimento profano, durante muitos séculos. Alegres, festivas e sedutoras, as almas 14/5 adquiriram seus karmas, em suas vidas passadas, por seus hábitos impulsivos de perseguir os prazeres e as paixões, deixando para trás parentes e amores sofrendo com a dor do abandono. 

Os karmas do nº 14 estão relacionados a rompimentos e abandonos, quando se despreza os sentimentos alheios e se busca realizar apenas os próprios desejos. Essas almas ciganas precisam de liberdade e independência para viverem suas vidas, mas estão quase sempre reprimidas e bloqueadas, por diversos fatores internos e externos, que as impedem de prosseguir nesta encarnação as suas tendências nômades. 


Como qualquer outra alma 5, as almas ciganas adoram movimento e se sentem atraídas pelo mundo lá fora, apesar de já terem esgotado sua quota de atos aventureiros e serem obrigadas a focar seus interesses em práticas mais acomodadas e responsáveis. Essas almas 14/5 são encontradas muitas vezes cumprindo missões 4 ou 6, que exigem comportamentos diametralmente opostos às suas tendências ciganas. 

As dificuldades para essas almas cumprirem suas missões costumam ser muito grandes, já que elas relutam em assumir responsabilidades no trabalho e no lar, sonhando com uma vida livre e descompromissada. O destino não costuma dar tréguas a essas almas ciganas, e cobra delas, a todo momento, aquietação, sossego e responsabilidade. 

As almas ciganas detêm dons mediúnicos, que nem sempre se manifestam explicitamente, e possuem uma forte carga de sensualidade, que raramente conseguem esconder. Por isto, não é uma tarefa fácil para quem possui uma alma 14/5 resistir às tentações do mundo, quando seu coração ouve o chamado dos violinos convidando-a para uma fuga amorosa ou uma louca paixão. 

A missão dessas almas fugidias e escapistas costuma exigir delas que se acomodem num canto e aprendam a viver do trabalho e com a família, para que possam dar prosseguimento aos seus processos de evolução espiritual. Durante suas vidas, essas almas experimentam muitos conflitos emocionais e têm seus ideais continuamente adiados, ocasionando-lhes desapontamentos e perdas. Outra não é a intenção do destino senão oferecer a essas almas românticas e festivas uma visão mais séria da vida e um uso mais coerente de seus infinitos poderes espirituais. 


Quando chegam no seu último ciclo de vida, essas almas cansadas de tanto tentar o que o destino lhes vedou conseguir, se dão conta do quanto foi útil aprender as novas lições e não haver repetido as mesmas atitudes de outras vidas. A família ao seu lado, os filhos amorosos e os méritos reconhecidos por seus trabalhos bem feitos dão-lhe a certeza de que valeu a pena controlar os impulsos e se desapegar das ambições materiais, enquanto se dedicaram a empregar melhor seus ímpetos amorosos e seus sonhos de aventura. 

Se deslizes essas almas cometerem, hão de ser desculpadas, pois os desafios serão imensos. Se, num determinado momento de suas vidas, se sentirem atraídas pelo desejo de trair, por impulsos de fuga ou de separações, que sejam relevadas as suas falhas, em nome da dureza das mudanças a serem enfrentadas nesta vida. 

Dentro do coração dessas almas, sempre existirá muito amor para dar e um enorme poder espiritual para prever acontecimentos e ler o destino que está nas mãos dos outros. Da vida delas, porém, muito pouco elas conseguirão enxergar, e muito menos serão capazes de fazer para fugir do que o destino lhes houver reservado para a evolução da alma. 

Gilberto Gonçalves


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Azul e rosa

É impressioanante como a raiz de todo o conflito humano se resume a essa dualidade. Tudo o mais são matizes derivadas de múltiplas combin...