sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Conflitos entre o Numero 1 e 2 explicam os Humores Masculinos


Meus queridos leitores homens, eu vos dedico um pouco do meu tempo, mantendo-me vigilante e com um olhar atento em meu feeling e com o outro cuidando dos meus humores.

Prometo-vos, leitores homens, ajudar-vos a entender melhor os vossos arroubos de mau humor que são enigmas indecifráveis para quase todas as mulheres, e razões de sérias brigas entre marido e mulher.

Acredito que muitos já ouviram falar de anima e animus, termos utilizados por Jung para definir o aspecto feminino existente no homem e o aspecto masculino presente na mulher. Creio mesmo que já devam ter ouvido falar que esses aspectos estão muito ligados aos sentimentos da filha mulher com o pai e do filho homem com a mãe. Mas, a realidade, segundo Jung, vai muito além desses apegos e chamegos de adolescência.

Comecemos tentando entender essa presença feminina no homem e masculina na mulher. Deixem-me, logo de pronto, tranqüilizar-vos, conservadores e liberais leitores, afirmando que não entrarei nessa discussão que vem sendo explorada de um modo distorcido pela mídia e que confronta os direitos dos homossexuais, casamentos entre gays e similares.

O grande estudioso da mente humana, o gênio da psicanálise espiritual, Carl Jung, demonstrou que o ser humano é andrógino, o que significa que ele combina em si, os dois elementos, o masculino e o feminino. A mulher interior no homem, Jung chamou de anima, e o homem interior na mulher, animus.

Dizia Jung que, as criaturas humanas somente conseguem a sua plena integração se souberem incorporar esses elementos às suas personalidades. O homem precisaria assumir o seu elemento feminino e a mulher, o masculino, sem o que não haveria esperanças deles entenderem as suas verdadeiras essências.

De acordo com Jung, é raro o homem que conheça, ou reconheça, a sua anima, e que consiga manter um relacionamento satisfatório com ela. Mas, para que isso venha a acontecer, antes é necessário saber empregar o feeling, a percepção intuitiva ou a sensação desprovida de emoção.

É raro o homem que conheça o suficiente sobre seu componente feminino, ou ainda melhor, que tenha um relacionamento satisfatório com esse seu aspecto feminino. Sem o feeling, o homem jamais dará o verdadeiro valor à sua anima, insistindo em desconhecê-la, não lhe conferindo o devido valor e não tendo com ela o indispensável envolvimento total.

De um lado desenvolver o feeling, do outro não se deixar tomar pelos humores! Quando está tomado por seus humores, é como se o homem se tornasse uma “mulherzinha”, dominado pela parte feminina da sua natureza. E não vai nesta observação nenhum sentido de julgamento comportamental de caráter sexual.

A “mulherzinha” que se faz presente na personalidade masculina é uma manifestação do seu inconsciente, diante da reação de alguns aspectos da sua constituição feminina interior. Isto se observa de forma bastante visível, quando o homem é contrariado e se isola num canto, agarrado a um jornal, que finge ler, ou de olhos pregados na televisão, sem se dar conta do que se passa na telinha à sua frente.

A Numerologia da Alma diria que o número um está num enorme conflito com o número dois, e que ambos se comportam de modo radical, tentando ocupar o mesmo espaço, num ambiente que só permitiria uma presença única.

As mulheres mais sábias costumam dizer que o marido “está de veneta”, e nem é bom chegar perto. Elas têm toda razão de esquecer o seu homem amuado e calado, num canto qualquer da casa, sem tentar insistir na polêmica que resultou naquele estado de ânimo.

A realidade, meus nobres leitores, é que são poucas, muito poucas, as mulheres que utilizam nessas horas o bom senso de não polemizar ou de simplesmente deixar para depois. O seu homem só precisa de um tempo para espantar os seus humores, e voltar ao seu mundo masculino seguro e confiante.

A mulher, sem saber quem seja a tal “mulherzinha” que se apossou do seu macho, fazendo-o carente e magoado, acaba ficando zangada e despertando o seu homem interior na forma de um “machão raivoso”. Enquanto o nº 1 sempre controlador e poderoso se fragiliza com suas inseguranças e mágoas, o nº 2 esquece suas fraquezas e timidez e assume o papel de super-herói, enfrentando o vilão, para que se faça a justiça e tudo retorne à antiga ordem.

Quem já não testemunhou essas brigas de marido e mulher, que começaram por coisinhas miúdas e terminaram num enfrentamento violento, com os dois botando para fora antigos ressentimentos e raivas reprimidas? Não há conflito pior do que o lado feminino do homem enfrentando o lado masculino da mulher. Os dois ficam inteiramente dominados por sua anima e seu animus, perdendo ambos o bom senso e os limites da razão.

É comum atribuir-se à mulher a culpa por essas brigas de casais, e, se não há propriamente motivo para culpá-las, não há como retirar suas responsabilidades por ter alimentado os humores do seu homem. Diz-se que faltou feeling, não houve a percepção intuitiva de que não era uma boa hora para tentar celebrar o acordo de paz. Mas, o que se pode fazer com um nº 2, pacificador, diplomata e eterno conciliador de conflitos? E assim, lá vai a mulher com o seu nº 2 aguçado tentar celebrar tratados de paz no meio da guerra, quando ainda não é a hora propícia para o início das conversações.

Os humores dos homens são problemas deles, que terão de resolvê-los sozinhos. As mulheres não têm culpa alguma, e se forem pacientes e pararem de se sentir culpadas, logo eles sairão daquele estado de sisudez e isolamento, voltando a conversar como se nada houvesse acontecido.

Acreditem meus leitores homens, que a culpa de muitas das brigas de casais é do feminino, mas não da mulher, o feminino do homem que existe no íntimo de todas as personalidades masculinas. Concordo que essas brigas não são de exclusiva responsabilidade da mulher que existe dentro de todo homem, mas também do homem que existe em cada mulher.

Domar essas feras interiores é uma espinhosa missão, por serem sensações estranhas em ambientes hostis – o feminino no homem e o masculino na mulher. Mas, é bom tentar. Que tal somar as forças, no lugar de dividir?

Se somarmos o nº 1 com o nº 2, nós encontraremos o nº 3, a energia sentimental, romântica e sociável, em que prevalece o bom humor e a beleza. Nada poderá ser mais indicado para um casal do que levar uma vida sob o enfoque do nº 3, onde o bom se faz presente e beleza é fundamental.

Agora, minhas atentas leitoras, quando o seu marido ficar emburrado por qualquer coisa, não se sintam culpadas, nem tentem saber os motivos. Deixem-no em seu canto em paz.

A “mulherzinha” dele é muito zangada, e nem é bom provocar o “machão zangado” que existe dentro de cada uma de vós.

Guardai bem todos vós essas duas palavrinhas latinas, animus e anima. Elas são as grandes responsáveis pela maioria dos divórcios por esse mundo afora. Sem feeling, elas agem como umas desatinadas, tumultuando a vida dos casais. Meditem bem sobre elas, antes de começar tudo de novo. Os homens têm humores, e as mulheres não podem perder os seus.


Deixo-vos como sugestão final a leitura de duas obras definitivas sobre esse tema, ambas escritas por Robert A. Johnson, HE e SHE. E se gostardes, eu também vos recomendo o terceiro livro da trilogia, o WE.

Gilberto Gonçalves


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