sábado, 18 de novembro de 2017

Soma Quântica


Embora para a maioria seja vista como uma coisa muito simples,  a operação de soma é uma das mais difíceis de compreender para a natureza humana.  Isso porque temos duas forças dentro de nós disputando espaço de nossa consciência. A natureza da síntese, que busca simplificar, unir e sentir, e a natureza da analise, que busca separar para compreender.

Segundo Lavoiser na natureza nada se perde. Ele afirma também que nada se cria, o que significa que toda coisa nova é um processo que agrega algo sem desaparecer com o que existia. Sob este ponto de vista,  a transformação é uma nova dimensão que se soma a que já existe e a atuação conjunta destas duas realidades se apresenta em uma nova forma, como se fossem ondas sobrepostas.

Então, a velha formula de 1+1 é 2 está incompleta por passar a ideia da eliminação dos elementos anteriormente existentes para o surgimento de um novo.

O número 1 é a representação da individualidade que expressa que cada individuo é único no universo, e por mais que haja alguém ou alguma coisa semelhante, jamais será exatamente igual, pois a natureza não se repete.

Assim, quando temos duas pessoas trabalhando juntas em colaboração, cada uma mantem suas características individuais, ao mesmo tempo que surge uma dualidade que reúne estas características em perfeita colaboração, formando assim uma nova energia que pode ser a soma das duas energias individuais se houver perfeita harmonia entre eles.

Por exemplo,quando um casal se une, juntos formam uma dualidade, mas não deixam de manter suas individualidades.

Essa perspectiva faz toda diferença no estudo da Numerologia e seus significados psicológicos para o ser humano.

O numero 3 nada mais é do que um outro elemento trabalhando junto com esta dupla de parceiros.  Pode ser por exemplo a nossa própria consciência utilizando ao mesmo tempo suas duas metades, a racional e a emocional. Se a consciência se mantiver acesa e observadora, poderá ter insights criativos a partir deste trabalho conjunto e criar assim uma terceira via que resolveria o impasse gerado pelo confronto razão-emoção.

Por isso o numero 3 representa a Criatividade, beleza, alegria, espontaneidade e o inesperado.

E assim se formam simbolicamente os demais números, pela união do observador com a coisa observada, o novo chegando sem perder as dimensões anteriores e cada vez acrescentando uma nova onda de percepção.

O número 41 por exemplo, no método sintético seria apenas um numero 5 (4+1) que representa a mudança. Mas sob o ponto de vista integral ou quântico, temos a influencia do 4  que representa a estabilidade, atuando sobre o 1 que representa a individualidade ou iniciativa,  gerando movimento e mudança. Mas esta mudança é de certa forma cadenciada porque a força estabilizadora do 4  contem em parte a força propulsora do 1.  Todas as forças estariam presentes e atuando simultaneamente gerando uma nova resultante.

A mesma soma 1+4 teria uma outra resultante porque neste caso estamos dizendo que a energia básica ou primária é a iniciativa (1) atuando sobre algo estático (4) produzindo uma especie diferente de movimento em forma de solavancos, uma vez que quanto mais resistência é oferecida, maior a energia ampliada pela iniciativa e a vontade, resultando em uma ruptura ou mudança brusca de posição até voltar a estabilidade novamente.

Na numerologia, encontramos os números da Alma somando as vogais e a Personalidade é a resultante das consoantes.  A missão é a soma da Alma com a Personalidade.

Mas vejam, A alma continua a existir, agora vivenciando uma nova personalidade, cuja resultante é um novo trabalho e uma nova experiencia que chamamos de missão.

Isso vale para todos os números e para todas as formas de energia que o Universo manifesta através da diversidade.

Crescei e multiplicai-vos!

Em outras palavras somai ao que já sois,  novas experiencias e novas compreensões, transformando sua própria natureza sem nunca perder sua essência.

A Unidade na diversidade...

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terça-feira, 14 de novembro de 2017

A importancia de Pitágoras para Matemática a Música e as Ciencias


“A vida de Pitágoras que aqui delineamos é uma amostra da maior perfeição em virtude e sabedoria que pode ser obtida pelo homem no presente estado. Daí que ela exibe a piedade não adulterada pela insensatez, a virtude moral não contaminada pelo vício, a ciência não mesclada com sofisticaria, a dignidade da mente e maneiras não eivadas de orgulho, uma sublime magnificência em teoria sem qualquer degradação na prática, e um vigor de intelecto que eleva seu possuidor à visão da divindade e deifica ao mesmo tempo que exalta.”
(Por Iâmblico)


Biografia


A vida de Pitágoras é envolta de muitos mistérios pelo fato de não existir nenhuma obra autêntica, o que sabemos dele vieram de biografias escritas por filósofos posteriores à sua morte, como Iâmblico, Diogenes Laertius, Philolaus entre outros.        Pitágoras nasceu na ilha de Samos por volta de 582 a.c ,seus pais eram Mnesarco, um lapidador de pedras preciosas e rico  joalheiro, e Pythias sua mãe. Pouco se sabe sobre sua infância, mas se sabe que ele foi muito bem educado, pois teve como mestres Thales de Mileto e Anaximandro.


Em uma passagem de seu livro Iâmblico diz: "Ele[Pitágoras] se dedicou a seus estudos com admiração, não por superstição mas por amor ao conhecimento e temor de que pudesse escapar-lhe algo digno de ser aprendido. Com a idade de dezoito anos, por insistência de Thales e por causa da tirania de Polycrates, cujos mandantes ameaçavam interferir em seus estudos, Pitágoras deixou Samos e viajou para Sidon..."
  
Thales então recomendou Pitágoras que fosse para o Egito para receber os ensinamentos  para a   vida  divina.  Diogenes  Laertius   diz: "Ele   penetrou   no   ádito  dos  egípicio; ...aprendeu  coisas referentes aos deuses e filosofias místicas para não serem comunicadas. Viveu no Egito vinte e dois anos, em seus lugares reservados e sagrados, e foi iniciado em todos os mistérios religiosos."

Pitágoras havia atingido o máximo do sacerdócio quando, em  525 a.c Cambises II,Rei da Pérsia, invadiu e conquistou o Egito, e fez Pitágoras prisioneiro levando-o  para  a  Babilônia,  onde  adquiriu muitos conhecimentos sobre matemática e música.

Depois de passar 12 anos preso na Babilônia, Pitágoras retornou a Samos, já com 52 anos de idade, e fundou  o  semicírculo  de  Pitágoras,  uma  escola  onde  se  reuniam  os nativos quando queriam se consultar sobre assuntos políticos, mas por causa do excesso de trabalho ele passava a maior parte de seu tempo em uma gruta fora da cidade onde fazia seus estudos de filosofia.

Apesar do esforço que fez  para ensinar  filosofia em Samos, achou que  o  estilo  simbólico  para ensinar todas as lições que teve no Egito não atraia os nativos e assim mudou-se para Crotona, no sul da Itália e ali fundou uma escola de filosófica e religiosa, que se tornaria mundialmente famosa.
      
Para tornar seus discípulos aptos para a filosofia, Pitágoras os preparava por meio de uma disciplina severa. Os discípulos aceitos na escola eram submetidos a um período de silêncio absoluto que podia durar de 2 a 5 anos, tendo eles que meditarem sobre diversos temas. Os membros não podiam comer carne nem beber vinho, e nada do que era ensinado ou descoberto podia ser escrito, por isso a grande dificuldade em obter informações sobre Pitágoras e seus discípulos.

Em sua escola era estudado principalmente as propriedades dos números, que eram considerados como a essência das coisas, e tiveram trabalhos importantes como a teoria da harmonia das esferas celestes, no campo da geometria foram feitas diversas descobertas, mas a mais famosa, é a demonstração pela primeira vez do, atualmente conhecido, teorema de Pitágoras, além de  terem sido feitas observações  astronômicas e avanços na teoria musical.

Sua morte não é muito clara e existem várias versões para a mesma mas aconteceu por volta de 496 a.c. .Porém sabe-se que a sociedade pitagórica expandiu-se rapidamente, tornou-se de natureza política e se dividiu em um grande número de facções, mas depois de 460 a.c. foi violentamente reprimida tendo seus membros mortos e  a escola extinguida.


Música e o corpo

Pitágoras combinava matemática com música, e considerava a harmonia matemática como a pedra fundamental de toda a criação, existência e operação do universo. Apesar de sua descoberta da relação numérica entre os sons consonantes, ele afirmava que não só a música que ouvimos, mas todas as harmonias e proporções geométricas da natureza podem ser descritas por relações entre os números inteiros, como se estes, iguais à música, também tivessem as suas melodias próprias. E esta idéia se estendeu até os corpos e as esferas celestes, onde acreditava-se que as distâncias entre estes elementos obedeciam uma relação harmônica. Portanto, do mesmo modo que a corda da lira gera música harmônica para determinadas razões de seu comprimento, os padrões geométricos do mundo também geram as suas melodias.

Iâmblico em seu livro “Vida de Pitágoras” apresenta um capítulo que mostra a tamanha importância que era dada a música e a melodia do cosmos no dia a dia de Pitágoras e seus discípulos:

“Todavia, concebendo que a primeira atenção que se deve prestar aos homens é a que ocorre através dos sentidos, como quando alguém percebe belas figuras e formas ou ouve belos ritmos e melodias, ele estabeleceu como primeira coisa a erudição que subsiste de certos ritmos e melodias, dos quais se obtém os remédios para a cura das maneiras e paixões humanas, bem como as harmonias inerentes aos poderes da alma, que ela possuísse desde a sua origem... Pois Pitágoras era de opinião que a música contribuía sobremodo para a boa saúde, se utilizada de maneira adequada. Aliás, costumava empregar uma purificação desta espécie, mas não de maneira arbitrária, e denominava purificação á cura que se obtinha por meio da música. Além disso, dividia as medicinas(ou curas), calculadas para reprimir e expelir as moléstias tanto dos corpos como das almas.

O que merece salientar-se, acima destas particularidades, é o seguinte: ele dispunha e adaptava a seus discípulos os chamados aparatos e contretações,  divinamente  inventando combinações de certas  melodias  diatônicas,  cromáticas  e enarmônicas,  mediante as  quais ele  facilmente  transferia e circularmente conduzia as paixões da alma para uma direção contrária, quando haviam sido formadas recentemente, e de  maneira  irracional e clandestina; tais como a tristeza, ira, dó, temor e emolução absurda, todos os vários desejos, ódios e  apetites, orgulho, inércia e veemência. Pois cada uma destas ele corrige com a regra da virtude, afirmando-a através de melodias, apropriadas, e de certas medicinas salutares.

À noite, também,  quando  seus  discípulos iam  recolher-se  para dormir, ele  os libertava das perturbações e tumultos diurnos por meio de certas odes e cantos peculiares, e purificava o seu poder intelectivo das ondas refluxivas e efluxivas de natureza corpórea, para tornar-lhes o sono tranqüilo, e agradáveis  e proféticos  seus sonhos. Mas quando  acordavam e se levantavam, ele os libertava do torpor, relaxação e sonolência noturnos por meio de certos cantos e modulações peculiares, produzidos pelo simples vibrar das cordas da lira ou pelo emprego da voz.

No  entanto, Pitágoras, pessoalmente, não procurava  uma tal coisa através de  instrumentos  ou da  voz, empregando certa  divindade  inefável, difícil  de  apreender, ele como  que  esticava seus  ouvidos  e fixava  seu  intelecto  nas sublimes sinfonias do mundo, só ele ouvindo e compreendendo, ao que parece, a harmonia universal e a consonância das esferas e das estrelas que se movem através delas e produzem  uma melodia  mais  completa e mais intensa do  que qualquer  uma efetuada  por  sons  mortais.  


Esta   melodia   também  era  o  resultado  de  sons,  celebridades,  magnitudes e intervalos dissimilares e multidiferentes, dispostos com certa correspondência uns com os outros numa certa razão musical,  e assim produzindo um delicadíssimo e, ao mesmo tempo, variadamente belo movimento ou circunvolução. 

Estando, pois, irrigada, por assim dizer, por esta melodia, e tendo a razão se seu intelecto bem ajustada a ela e, posso dizer, exercitada, ele determinava exibir certas imagens destas coisas e seus discípulos, tanto quanto possível, produzindo especialmente uma imitação delas por meio de instrumentos e meramente da simples voz.

Às vezes, ainda, por sons musicais somente, desacompanhados de palavras, eles (os pitagóricos) curavam as paixões da alma e certas moléstias, em realidade por encantação, como eles dizem. E é provável que daí a palavra epode, isto é, encantamento, veio a ser geralmente usada. Portanto, desta maneira, através da musica produzia Pitágoras a mais benéfica correção dos hábitos e vidas humanas. ”

Vemos  então a importância que Pitágoras dava a música no seu dia a dia, no ensinamento de seus discípulos e como ela era utilizada para a cura de doenças ditas da alma. Diz um conto que Pitágoras uma vez viu um jovem rapaz bêbado enfurecido, que tinha visto sua mulher sair da casa de seu maior rival, e estava prestes a matá-la, mas utilizando de uma melodia específica conseguiu acalmar o rapaz evitando assim um assassinato.

Diziam também que ele era o único homem que conseguia escutar a melodia das estrelas e que toda a noite antes de dormir olhava para os céus para contemplar o que os astros cantavam.



O Monocórdio de Pitágoras 

A descoberta de Pitágoras com seu monocórdio é uma das mais belas descobertas, que fundiu na época a matemática e a música. Os Pitagóricos foram os únicos até Aristóteles a fundamentar cientificamente a música, começando a desenvolvê-la e tornando-se aqueles mais preocupados por este assunto.   

Segundo conta a lenda, ao passar em frente a uma oficina de um ferreiro, Pitágoras percebeu que as batidas de martelos de diferentes pesos produziam sons que eram agradáveis ao ouvido e se combinavam muito bem. Para pesquisar estes sons, Pitágoras teria esticado uma corda musical que produzia um determinado som que tomou como fundamental, o tom. Fez marcas na corda que a dividiam em doze secções iguais, este instrumento mais tarde seria chamado de monocórdio, o qual se assemelha a um violão, mas tem apenas uma corda.





 Feito isso tocou a corda na 6ª marca(correspondente a 1/2 do comprimento da corda) e observou que se produzia a oitava.
        

Tocou depois na 9ª marca (correspondente a 3/4 do comprimento da corda) e resultava a quarta.

Ao tocar a 8ª marca (correspondente a 2/3 do comprimento da corda) resultava-se na quinta.

Assim as fracções 1/2, 3/4, 2/3 correspondiam à oitava, à quarta e à quinta. Para um melhor entendimento dessas descobertas mostrarei a seguir uma breve explicação sobre o significado das oitavas quartas e quintas.

É  sabido   que  o  ouvido   humano   chega  a  perceber    diferenças  de   altura  (agudo ou grave)   que    correspondem  a aproximadamente 0,03 de um semitom, o  que nos daria a possibilidade de perceber 30 alturas diferentes no  intervalo de um semitom. Uma seqüência de alturas selecionadas entre essas possibilidades é chamada de escala e cada altura dessa  escala  é chamada de nota. A razão entre duas notas é chamada de intervalo. Por exemplo, o intervalo entre uma nota de 100Hz e uma nota de 150Hz tem uma razão de 2 para 3 (100/150 = 2/3). Em música alguns intervalos  que  correspondem às alturas de  uma escala tem  nomes específicos,  como  a  relação de 1/1 é chamada  de  uníssono, de 1/2 é chamada de oitava, 2/3 de quinta e  3/4  de  quarta. Em geral, a oitava  é  tida como  intervalo  de  referência  na  formação  das  escalas e os  outros intervalos  são subdivisões da oitava.

Pitágoras verificou também que os sons produzidos tocando  outras  marcas  resultavam em dissonâncias, ou seja, sons não  tão  agradáveis  como  os  anteriores. Então  pitágoras  descobriu  que todos os  intervalos musicais que ele considerava  agradavéis são apenas regidos por estas três simples frações: 1:2 , 2:3 , 3:4.

Segundo  Pitágoras,  o  princípio  essencial  de  que  são  compostas  todas  as  coisas,  é   o número.  Assim   os números constituíam o verdadeiro elemento de que constituía o  mundo. Referia-se ao “um” como ponto, ao  “dois” como  a linha, ao “três” como a superfície e ao “quatro” como o sólido, de acordo com o número mínimo de  pontos  necessários para  definir cada qual dessas dimensões. Então ao somarmos os pontos conseguíamos  formar as linhas;  as  linhas, por sua vez somadas  formavam as superfícies e estas somadas formavam os volumes, podendo a partir dos  números 1, 2, 3, 4 construir o mundo. Para a soma destes, o “dez”, Pitágoras deu  o  nome  de tetractys, que  era considerado  o número perfeito, que  continha toda a harmonia da natureza  e  do cosmo. Assim as relações  musicais  que  determinavam  as  proporções relativas  os  sons  mais  consonantes também estavam de acordo com o tetractys e portanto eram perfeitas


BIBLIOGRAFIA E REFERENCIAS.


1 - Os Filósofos Pré-socráticos por Kirk, G.S.; Raven, J.E.; Schofield M. - Livro muito interessante onde podemos ver os textos originais em grego e latim escritos sobre Pitágoras e as respectivas traduções.

2 - Matemática e  música - o pensamento analógico por Abdonuir, Oscar João - Livro muito bom para quem saber sobre o monocórdio de Pitágoras e evolução musical, com uma teoria musical matemáticamente detalhada.

3 - Pitágoras, sua vida, sua filosofia, sua obra - Livro muito bom sobre vida de Pitágoras e dos pitagóricos retratada detalhadamente. São anotações feitas por um grupo de estudantes de Krotona em 1914 e publicadas no The American Theosophist e editado no Brasil pela Instituição Teosófica Pitágoras em 1973.

4 - Diciónario de filosofia por José Ferrater Mora e tradução de Roberto Leal Ferreira - Sobre Pitágoras este livro traz apenas um resumo de sua vida e obra, mas é muito interessante para quem quer conhecer outros filósofos de maneira consisa.

5 - História da música ocidental por Grout, Donald J.; Palisca, Claude V. e tradução de Ana Luísa Faria - Livro muito bom sobre a evolução da teoria musical desde a época de Pitágoras até a década de 90, a leitura é um pouco difícil para leigos em teoria musical mas o livro é exelente.

Links

http://www.completepythagoras.net/

Página excelente que contém uma tradução do grego para o inglês das biografias originais que restaram da antiguidade sobre Pitágoras e os fragmentos originais que restaram dos pitagóricos. A leitura é um pouco difícil mas o conteúdo é excelente. (Em inglês)

http://www-history.mcs.st-andrews.ac.uk/Mathematicians/Pythagoras.html

 - Página muito boa que contém uma biografia detalhada com algumas passagens dos filosófos que primeiro escreveram biografias sobre pitágoras. Contém também uma secção de fotos do mesmo. (Em inglês)

http://hpdemat.vilabol.uol.com.br/Biografias.htm#p4

 - Tradução um pouco falha do link "2" sem as passagens das biografias originais. Bom para tirar alguma dúvida de interpretação da página em inglês.
http://www.lowbrassnmore.com/Monochord.htm

 - Site não muito bom sobre a história do monocórdio e a evolução da teoria musical. (Em inglês)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pitagoras

 - Outra biografia sobre pitágoras com maiores detalhes sobre suas principais descobertas matemáticas.

http://plato.stanford.edu/entries/pythagoras/

 - Uma extensa biografia sobre Pitágoras, com uma linha cronológica mostrando a época em que foi escrito as biografias originais sobre o filósofo. Site muito interessante. (Em inglês)

http://www.somatematica.com.br/mundo/musica2.php

 - Site com um pouco da história e teoria envolvida no experimento do monocórdio.

http://www.aboutscotland.com/harmony/prop.html

 - Site muito bom explicando o experimento do monocórdio onde podemos ouvir os diferentes sons gerados pelos diferenets comprimentos da corda. (Em inglês)



http://www.dm.ufscar.br/~dplm/TGMatematicaMusica.pdf

 - Página muito interessante sobre teoria musical e também sobre o experimento do monocórdio. A pagina é o trabalho de graduação de uma aluna da Universidade Federal de São Carlos.



Este Texto foi Extraido do Site http://www.ghtc.usp.br/server/Sites-HF/Lucas-Soares/Home.html



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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Almas Gêmeas - A comunhão perfeita entre o 1 e o 2



Almas gêmeas são duas almas que se completam, numa interação sadia, numa comunhão perfeita.

Essas almas podem atuar em diversas áreas, e não somente no amor, mas há de ser como um par amoroso que essas almas são mais reconhecidas e comentadas. E há de ser sobre o amor que irei concentrar a minha atenção, enquanto divago sobre essas almas que se completam como feijão com arroz ou café com leite.

Almas gêmeas são almas que encarnam uma como contraparte da outra, com o objetivo de somar esforços para estimular suas evoluções espirituais. Este estímulo deverá ser reconhecido por uma permanente busca de equilíbrio entre seus aspectos masculinos e femininos.

Muito antes de encarnar, essas duas almas se atraem magneticamente, por motivações kármicas e por ideais comuns, baseados num rateio de valores, muito distante da nossa compreensão racional e dos nossos conceitos materiais.

O princípio de tudo é que existe uma atração espontânea no plano espiritual que faz com que almas semelhantes se atraiam e se disponham a encarnar como almas gêmeas.
Durante suas primeiras encarnações juntas, essas duas almas deverão ajudar-se mutuamente, estimulando virtudes e corrigindo defeitos, uma da outra. Nessas encarnações iniciais, essas almas não seriam facilmente reconhecidas como almas gêmeas, pelo menos de acordo com os padrões humanos. Isto porque, em suas primeiras encarnações juntas, elas estariam num estágio ainda muito bruto de afinidades, estando mais suscetíveis a desentendimentos e censuras do que a idéias e atitudes harmônicas.

Nesse estágio inicial, as almas gêmeas se cobram e se amam, quase com a mesma intensidade, gerando diversos conflitos emocionais e dramas passionais. Mas, por trás das desavenças e das discussões, haverá sempre um idealismo amoroso de dedicação e preocupação com o bem estar comum.

Muitas e muitas encarnações juntas serão necessárias até que essas almas comecem a ter uma conexão amorosa perfeita, a partir de suas lembranças e memórias kármicas, que as farão ver a vida com um sentimento único, a ser compartilhado pelas duas, sem distinção ou restrição.

Durante esse processo, e por diversas vezes, essas almas serão afastadas e reaproximadas, até que suas afinidades comecem a se firmar, e elas sintam falta uma da outra. Quando isso ocorre, elas voltam a encarnar juntas, por sucessivas vezes, até que cheguem a uma tamanha ligação que já não dá mais para separá-las.

Esse costuma ser o início da ascensão espiritual da dupla, quando o feminino e o masculino, ou como dizem os orientais o yin e o yang, atingem o equilíbrio ideal ou a harmonia perfeita. O 2 e o 1 se confundem, em cada uma das almas, e já não tem mais sentido voltar a encarnar, ora como homem, ora como mulher, pois a consciência do ser andrógino foi, enfim, alcançada.

Outra não seria, portanto, a razão da atração entre almas gêmeas, senão estimular, no homem e na mulher, a busca dos aspectos do sexo oposto ao que encarnaram. Os homens precisam buscar o feminino, as mulheres necessitam encontrar o masculino, de modo que se dê a plena fusão das polaridades opostas, numa harmonia perfeita entre as energias yin e yang.

O processo em curso, para o nosso melhor entendimento humano, seria como se a mulher se espelhasse nas virtudes masculinas de sua alma gêmea, a fim de fortalecer o seu aspecto yang, enquanto que o homem se espelharia nos atributos femininos, para o fortalecimento do seu aspecto yin.

A ascensão se dá no momento em que, após inúmeras e sucessivas encarnações, essas almas atingem o equilíbrio perfeito. Se, nas primeiras encarnações juntas, essas almas podem enfrentar muitas dificuldades para ajudar-se mutuamente, isso muda completamente, após vidas e vidas encarnando como almas gêmeas, até que alcançam uma afinidade perfeita, transmitindo, uma a outra, uma paz de espírito indescritível e um sentimento de integração tão intenso, que já não se sentem duas, mas uma só alma.
Quando chegam a esse nível de consciência espiritual, essas almas não mais encarnam no plano físico, passando a trabalhar em planos mais sutis, ou, então, em outros planetas mais evoluídos.

Às vezes, não é nada simples reconhecer-se a nossa alma gêmea, por vivermos em atritos e com sentimentos confusos, que nos fazem rejeitar aquele convívio, numa sensação de que mais nos atrapalha do que ajuda. Mas, almas gêmeas não são sempre boazinhas, passando a mão pela nossa cabeça e aceitando calada os nossos erros. Elas estão no mundo para nos ajudar a crescer, e crescer junto conosco.

A falsa impressão que a maioria costuma ter de que a alma gêmea é aquele ser que faz tudo que a gente quer, gosta de tudo que a gente gosta e sente da mesma maneira que a gente sente, faz com que muitos não consigam identificar suas almas gêmeas, quando elas surgem em seus caminhos.

E não se enganem, meus caros leitores, nesse vai-e-vem de encarnações juntas e separadas, as almas gêmeas podem formar mais de um par, o que resulta em grandes aventuras amorosas e tragédias passionais. São os famosos triângulos amorosos, que já fizeram tanta história, em romances famosos, e que, a todo momento, se materializam na vida real.


E no meio de tanto amor e tanto romance, o 1 e o 2 caminham juntos como homem e mulher, marido e esposa, mãe e filho, pai e filha, irmão e irmã, dupla de dançarinos, como Ginger e Fred, artistas de cinema, como Spencer Tracy e Katharine Hepburn, e duplas musicais, como Rodgers e Hart.

Gilberto Gonçalves


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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Encontros e desencontros explicados pelos numeros


Quem já não viveu um grande amor ? Ou terá sido uma daquelas paixões passageiras, do tipo fogo de palha ? E quem se importa em definir o que lhe vai na alma, quando as emoções mais simples fazem disparar o coração ?

Quem não sentiu aquela ardente paixão, que chega no início das férias e acaba quando as férias terminam ? Um amor de verão !

Quando as energias do 3 e do 5 se encontram, os sentimentos costumam ficar fora de controle.

O 3 é um eterno sonhador, um romântico apaixonado. O 5 é um aventureiro incontrolável, um amante sedutor. Os dois, quando se juntam, provocam romances e aventuras apaixonantes, tão fantasiosas e intensas que, às vezes, até parecem amor.Esses sentimentos costumam arder como enormes labaredas, que até parecem que nunca irão apagar. De repente, a fogueira se transforma num monte de brasas, que, depois de esfriarem, deixam para trás um vestígio de fuligem, que, com o tempo, vira uma poeira de mágoas e ressentimentos.

Escândalos e traições são comuns, sempre que uma paixão passageira é confundida com o amor.

As causas estão relacionadas a antigos karmas de traição e adultério, ocorridos em vidas passadas. Esses karmas são identificados pelas presenças dos números kármicos 14 e 16.

Os desencontros ocasionados por essas paixões kármicas costumam ser responsáveis por medos e inseguranças, diante de novos relacionamentos. Algumas vezes, é tamanha essa decepção amorosa, que pode levar a futuras vidas solitárias e repletas de amargura.

Em tais situações, o 7 passa a predominar, estimulando o culto ao silêncio e à solidão. Nessas fugas, o antigo amante pode vir a se tornar o místico e contemplativo estudioso dos segredos do ocultismo.

O interesse e a dedicação à vida espiritual podem afastar essas pessoas do casamento e de qualquer relação que as aproxime demais das outras. O rigor com que passam a julgar a todos e a recusa a compartilhar a sua privacidade são fatores determinantes das dificuldades que elas passam a encontrar para se relacionarem afetivamente com alguém, principalmente vivendo debaixo do mesmo teto.

Encontros e desencontros também podem surgir na presença do número kármico19, que é um coletador das dívidas contraídas noutras vidas. Aqueles que não souberem interpretar os"perde e ganha", como lições a serem aprendidas, para que respeitem mais os direitos e valores alheios, sofrerão permanentes perdas, até quitarem todas as suas dívidas contraídas em encarnações passadas. Com isso, os seus relacionamentos não perduram por muito tempo, as separações se sucedem, em meio a sofrimentos e decepções, e aquele encontro que parecia eterno resulta num novo desencontro, pouco tempo depois.

Os encontros e os desencontros não passam de etapas naturais, dentro do processo amoroso, pelo qual todos deverão passar, antes de atingirem um relação amorosa estável e duradoura, simbolizada pelo número 6.

Os sonhos e as fantasias dos números 3 e 5 fazem parte dos encontros, como peças românticas e amorosas, e nem sempre são motivos de rompimentos e decepções, como acontece num amor de verão. Eles podem vir a ser os portais de acesso aos grandes amores, que conduzem à união conjugal perfeita, preconizada pelo número 6.

Os desencontros devem ser vistos como experiências educativas na consolidação das uniões, ajudando a entender e superar as dificuldades kármicas, por obrigar-nos a refletir sobre os nossos erros e defeitos.

Encontros e desencontros sempre fizeram parte da história dos casais que deram certo. Antes de celebrarem a grande união do 6, muitos casais sofreram as ilusões do 3 e do 5, mas souberam administrar juntos as divergências e os conflitos, até encontrarem a harmonia ideal.

Assim como a natureza não pode viver só de primaveras e verões, o amor também tem seus outonos e invernos. No meio de romances e paixões, de uniões e separações, vivem-se encontros e desencontros, enquanto se busca entender o verdadeiro sentido da vida, que nos é revelado pela missão de cada um de nós.

O despertar para a missão e a determinação em cumprí-la hão de ser suficientes para harmonizar os nossos sentidos e ajudar-nos a refazer os contatos, que foram desfeitos, por incompreensão e intolerância, levando-nos a repetitivos, cansativos, intermináveis, porém, instrutivos encontros e desencontros.


Quem não souber lidar com esse vai-e-vem amoroso, corre o risco de ficar para trás e perder o trem da história.

Gilberto Gonçalves


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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Conflitos entre o Numero 1 e 2 explicam os Humores Masculinos


Meus queridos leitores homens, eu vos dedico um pouco do meu tempo, mantendo-me vigilante e com um olhar atento em meu feeling e com o outro cuidando dos meus humores.

Prometo-vos, leitores homens, ajudar-vos a entender melhor os vossos arroubos de mau humor que são enigmas indecifráveis para quase todas as mulheres, e razões de sérias brigas entre marido e mulher.

Acredito que muitos já ouviram falar de anima e animus, termos utilizados por Jung para definir o aspecto feminino existente no homem e o aspecto masculino presente na mulher. Creio mesmo que já devam ter ouvido falar que esses aspectos estão muito ligados aos sentimentos da filha mulher com o pai e do filho homem com a mãe. Mas, a realidade, segundo Jung, vai muito além desses apegos e chamegos de adolescência.

Comecemos tentando entender essa presença feminina no homem e masculina na mulher. Deixem-me, logo de pronto, tranqüilizar-vos, conservadores e liberais leitores, afirmando que não entrarei nessa discussão que vem sendo explorada de um modo distorcido pela mídia e que confronta os direitos dos homossexuais, casamentos entre gays e similares.

O grande estudioso da mente humana, o gênio da psicanálise espiritual, Carl Jung, demonstrou que o ser humano é andrógino, o que significa que ele combina em si, os dois elementos, o masculino e o feminino. A mulher interior no homem, Jung chamou de anima, e o homem interior na mulher, animus.

Dizia Jung que, as criaturas humanas somente conseguem a sua plena integração se souberem incorporar esses elementos às suas personalidades. O homem precisaria assumir o seu elemento feminino e a mulher, o masculino, sem o que não haveria esperanças deles entenderem as suas verdadeiras essências.

De acordo com Jung, é raro o homem que conheça, ou reconheça, a sua anima, e que consiga manter um relacionamento satisfatório com ela. Mas, para que isso venha a acontecer, antes é necessário saber empregar o feeling, a percepção intuitiva ou a sensação desprovida de emoção.

É raro o homem que conheça o suficiente sobre seu componente feminino, ou ainda melhor, que tenha um relacionamento satisfatório com esse seu aspecto feminino. Sem o feeling, o homem jamais dará o verdadeiro valor à sua anima, insistindo em desconhecê-la, não lhe conferindo o devido valor e não tendo com ela o indispensável envolvimento total.

De um lado desenvolver o feeling, do outro não se deixar tomar pelos humores! Quando está tomado por seus humores, é como se o homem se tornasse uma “mulherzinha”, dominado pela parte feminina da sua natureza. E não vai nesta observação nenhum sentido de julgamento comportamental de caráter sexual.

A “mulherzinha” que se faz presente na personalidade masculina é uma manifestação do seu inconsciente, diante da reação de alguns aspectos da sua constituição feminina interior. Isto se observa de forma bastante visível, quando o homem é contrariado e se isola num canto, agarrado a um jornal, que finge ler, ou de olhos pregados na televisão, sem se dar conta do que se passa na telinha à sua frente.

A Numerologia da Alma diria que o número um está num enorme conflito com o número dois, e que ambos se comportam de modo radical, tentando ocupar o mesmo espaço, num ambiente que só permitiria uma presença única.

As mulheres mais sábias costumam dizer que o marido “está de veneta”, e nem é bom chegar perto. Elas têm toda razão de esquecer o seu homem amuado e calado, num canto qualquer da casa, sem tentar insistir na polêmica que resultou naquele estado de ânimo.

A realidade, meus nobres leitores, é que são poucas, muito poucas, as mulheres que utilizam nessas horas o bom senso de não polemizar ou de simplesmente deixar para depois. O seu homem só precisa de um tempo para espantar os seus humores, e voltar ao seu mundo masculino seguro e confiante.

A mulher, sem saber quem seja a tal “mulherzinha” que se apossou do seu macho, fazendo-o carente e magoado, acaba ficando zangada e despertando o seu homem interior na forma de um “machão raivoso”. Enquanto o nº 1 sempre controlador e poderoso se fragiliza com suas inseguranças e mágoas, o nº 2 esquece suas fraquezas e timidez e assume o papel de super-herói, enfrentando o vilão, para que se faça a justiça e tudo retorne à antiga ordem.

Quem já não testemunhou essas brigas de marido e mulher, que começaram por coisinhas miúdas e terminaram num enfrentamento violento, com os dois botando para fora antigos ressentimentos e raivas reprimidas? Não há conflito pior do que o lado feminino do homem enfrentando o lado masculino da mulher. Os dois ficam inteiramente dominados por sua anima e seu animus, perdendo ambos o bom senso e os limites da razão.

É comum atribuir-se à mulher a culpa por essas brigas de casais, e, se não há propriamente motivo para culpá-las, não há como retirar suas responsabilidades por ter alimentado os humores do seu homem. Diz-se que faltou feeling, não houve a percepção intuitiva de que não era uma boa hora para tentar celebrar o acordo de paz. Mas, o que se pode fazer com um nº 2, pacificador, diplomata e eterno conciliador de conflitos? E assim, lá vai a mulher com o seu nº 2 aguçado tentar celebrar tratados de paz no meio da guerra, quando ainda não é a hora propícia para o início das conversações.

Os humores dos homens são problemas deles, que terão de resolvê-los sozinhos. As mulheres não têm culpa alguma, e se forem pacientes e pararem de se sentir culpadas, logo eles sairão daquele estado de sisudez e isolamento, voltando a conversar como se nada houvesse acontecido.

Acreditem meus leitores homens, que a culpa de muitas das brigas de casais é do feminino, mas não da mulher, o feminino do homem que existe no íntimo de todas as personalidades masculinas. Concordo que essas brigas não são de exclusiva responsabilidade da mulher que existe dentro de todo homem, mas também do homem que existe em cada mulher.

Domar essas feras interiores é uma espinhosa missão, por serem sensações estranhas em ambientes hostis – o feminino no homem e o masculino na mulher. Mas, é bom tentar. Que tal somar as forças, no lugar de dividir?

Se somarmos o nº 1 com o nº 2, nós encontraremos o nº 3, a energia sentimental, romântica e sociável, em que prevalece o bom humor e a beleza. Nada poderá ser mais indicado para um casal do que levar uma vida sob o enfoque do nº 3, onde o bom se faz presente e beleza é fundamental.

Agora, minhas atentas leitoras, quando o seu marido ficar emburrado por qualquer coisa, não se sintam culpadas, nem tentem saber os motivos. Deixem-no em seu canto em paz.

A “mulherzinha” dele é muito zangada, e nem é bom provocar o “machão zangado” que existe dentro de cada uma de vós.

Guardai bem todos vós essas duas palavrinhas latinas, animus e anima. Elas são as grandes responsáveis pela maioria dos divórcios por esse mundo afora. Sem feeling, elas agem como umas desatinadas, tumultuando a vida dos casais. Meditem bem sobre elas, antes de começar tudo de novo. Os homens têm humores, e as mulheres não podem perder os seus.


Deixo-vos como sugestão final a leitura de duas obras definitivas sobre esse tema, ambas escritas por Robert A. Johnson, HE e SHE. E se gostardes, eu também vos recomendo o terceiro livro da trilogia, o WE.

Gilberto Gonçalves


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domingo, 6 de agosto de 2017

Alma 14/5 - Uma Alma Cigana


As almas que trazem consigo o karma 14 são as chamadas almas ciganas, e não conseguem esconder a sua atração pelos ritos ciganos, simbolizados por festas em volta de fogueiras e por uma necessidade muito grande de liberdade.

As almas ciganas sentem enorme atração por aventuras e paixões, ainda que quase sempre estejam vivendo experiências que inibem essas expansões típicas dos ciganos. Algumas delas trazem no rosto, nas orelhas ou em torno do pescoço, os sinais físicos de suas origens. Elas não conseguem esconder a atração que sentem pelas roupas coloridas, pelos brincos, colares e pulseiras, que estão sempre adornando as suas figuras sedutoras e cativantes. 

Os ciganos são povos conhecedores dos mistérios sagrados e depositários de verdades ocultas, que tiveram de ficar protegidas do conhecimento profano, durante muitos séculos. Alegres, festivas e sedutoras, as almas 14/5 adquiriram seus karmas, em suas vidas passadas, por seus hábitos impulsivos de perseguir os prazeres e as paixões, deixando para trás parentes e amores sofrendo com a dor do abandono. 

Os karmas do nº 14 estão relacionados a rompimentos e abandonos, quando se despreza os sentimentos alheios e se busca realizar apenas os próprios desejos. Essas almas ciganas precisam de liberdade e independência para viverem suas vidas, mas estão quase sempre reprimidas e bloqueadas, por diversos fatores internos e externos, que as impedem de prosseguir nesta encarnação as suas tendências nômades. 


Como qualquer outra alma 5, as almas ciganas adoram movimento e se sentem atraídas pelo mundo lá fora, apesar de já terem esgotado sua quota de atos aventureiros e serem obrigadas a focar seus interesses em práticas mais acomodadas e responsáveis. Essas almas 14/5 são encontradas muitas vezes cumprindo missões 4 ou 6, que exigem comportamentos diametralmente opostos às suas tendências ciganas. 

As dificuldades para essas almas cumprirem suas missões costumam ser muito grandes, já que elas relutam em assumir responsabilidades no trabalho e no lar, sonhando com uma vida livre e descompromissada. O destino não costuma dar tréguas a essas almas ciganas, e cobra delas, a todo momento, aquietação, sossego e responsabilidade. 

As almas ciganas detêm dons mediúnicos, que nem sempre se manifestam explicitamente, e possuem uma forte carga de sensualidade, que raramente conseguem esconder. Por isto, não é uma tarefa fácil para quem possui uma alma 14/5 resistir às tentações do mundo, quando seu coração ouve o chamado dos violinos convidando-a para uma fuga amorosa ou uma louca paixão. 

A missão dessas almas fugidias e escapistas costuma exigir delas que se acomodem num canto e aprendam a viver do trabalho e com a família, para que possam dar prosseguimento aos seus processos de evolução espiritual. Durante suas vidas, essas almas experimentam muitos conflitos emocionais e têm seus ideais continuamente adiados, ocasionando-lhes desapontamentos e perdas. Outra não é a intenção do destino senão oferecer a essas almas românticas e festivas uma visão mais séria da vida e um uso mais coerente de seus infinitos poderes espirituais. 


Quando chegam no seu último ciclo de vida, essas almas cansadas de tanto tentar o que o destino lhes vedou conseguir, se dão conta do quanto foi útil aprender as novas lições e não haver repetido as mesmas atitudes de outras vidas. A família ao seu lado, os filhos amorosos e os méritos reconhecidos por seus trabalhos bem feitos dão-lhe a certeza de que valeu a pena controlar os impulsos e se desapegar das ambições materiais, enquanto se dedicaram a empregar melhor seus ímpetos amorosos e seus sonhos de aventura. 

Se deslizes essas almas cometerem, hão de ser desculpadas, pois os desafios serão imensos. Se, num determinado momento de suas vidas, se sentirem atraídas pelo desejo de trair, por impulsos de fuga ou de separações, que sejam relevadas as suas falhas, em nome da dureza das mudanças a serem enfrentadas nesta vida. 

Dentro do coração dessas almas, sempre existirá muito amor para dar e um enorme poder espiritual para prever acontecimentos e ler o destino que está nas mãos dos outros. Da vida delas, porém, muito pouco elas conseguirão enxergar, e muito menos serão capazes de fazer para fugir do que o destino lhes houver reservado para a evolução da alma. 

Gilberto Gonçalves


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segunda-feira, 31 de julho de 2017

As esquisitices de quem nasce num dia 7

 

Esta é uma paisagem que cativa e penetra na alma dos que cultivam os talentos do nº 7. A neblina induz ao mistério e a floresta convida para uma incursão ao desconhecido. Introspectivo e silencioso, ele é o caminhante peregrino, que segue sozinho, lentamente, sem se dar conta de onde veio e para onde vai.

A beleza para ele não está na forma com que se defronta, mas com a essência que se mantém fora da sua visão física, e nem por isso distante do campo visual da sua alma.

Ele julga a todos por um padrão rígido e muito elevado, do qual poucos escapam ilesos, condenados pelos mais simples e ingênuos deslizes. E, quase sempre, é ele mesmo o primeiro a sofrer com esse rigor, não se perdoando por suas falhas e desvios, que não são desculpáveis, segundo suas auto-críticas.Calada e pensativa, a moça que nasce num dia 7 fica meditando e projetando seus pensamentos no céu, imaginando o que existe além do horizonte.

Ela e todos que comemoram o aniversário nesse dia precisam encontrar respostas para seus questionamentos e não aceitam verdades sem antes pesquisarem todas as possibilidades. Essas criaturas introspectivas e pensadoras vivem em busca das imagens perfeitas que se desenham em suas mentes, as quais insistem em definir e materializar.

Elas parecem tristes e desligadas do mundo ao seu redor, mas enganam-se aqueles que pensam que essas pessoas não ligam para nada e só se preocupam com assuntos esquisitos, coisas que ninguém entende bem para que servem e que importância têm.

Os nascidos num dia 7 possuem talentos extraordinários no campo mental e espiritual, e são capazes de pô-los em prática de uma forma tão estranha que serão considerados por muitos como visionários, loucos ou feiticeiros. E, talvez, até sejam mesmo um pouco de cada, quando se mostram distantes e alheios a tudo que o mundo moderno tanto valoriza. Bem aventurados loucos, que valorizam o que os outros desprezam, e fazem pouco caso das riquezas perseguidas e ambicionadas pelos lúcidos gananciosos. Nascer num dia 7 é dispor de poderes psíquicos e mediúnicos, é advinhar as coisas que estão por vir, é perseguir a solução perfeita para todas as causas imperfeitas, é negar o óbvio e crer no insólito, no inexplicável e no improvável.

Com o olhar fixo num mundo que ninguém vê, ele consulta a sua bola de cristal, que é a projeção na matéria da sua mente que tudo vê e que para tudo tem resposta e explicação.

Essas pessoas não aceitam os erros, nem os remendos, para elas tudo deve ser correto e perfeito, nem mais, nem menos. Elas acreditam em coisas que não podem ser comprovadas fisicamente, e que para muitos são loucuras e esquisitices. Mas, quem foi que disse que esses talentosos setenários se preocupam com o que os outros pensam ou deixam de pensar. Eles se põem a caminho da verdade, como peregrinos crédulos e visionários, à procura das suas origens e dos seus destinos sagrados.

O convívio com esses talentosos e poderosos magos não é uma tarefa simples, já que eles não enxergam o mundo com a ótica predominante, pois têm sempre uma versão profunda e instigante para cada fato, por mais simples e corriqueiro.

Eles não são, em sua maioria, religiosos e devotos, mas possuem uma forte crença no poder espiritual de suas mentes, que utilizam para realizar curas e materializar desejos. O casamento não é uma aptidão dos que chegaram ao mundo num dia 7, mas, muitos deles, se dão muito bem em suas vidas de casado, quando encontram parceiros que entendem e respeitam os seus momentos de contemplação e solidão. Nesses momentos, o que eles mais precisam é de silêncio e compreensão, enquanto mergulham dentro de si mesmos e se deleitam com o prazer de comungar com o seu aspecto divino, que com eles conversa e ouve suas confissões.

A natureza é uma eterna e amorosa amante desses que são influenciados pelo nº 7, e recebe como retribuição dos seus encantos, uma adoração absoluta e uma incontida e irrefreável defesa e proteção. Eles são reconhecidos por sua condição de ambientalistas e confirmam essa lenda agindo em defesa das florestas, rios e espécies animais, sendo capazes de ir a extremos para impedir a derrubada de uma árvore ou a caça a um animal silvestre.

Estranhos, muito estranhos, esses filhos do dia 7. Pensam mais do que falam, e agem fora dos padrões, como se não fossem deste mundo. Entendê-los é um desafio, satisfazê-los, quase impossível, admirá-los, uma questão de bom senso.

Intelectuais, místicos, proféticos, perfeccionistas, solitários, sábios e espiritualizados, eles não nasceram para serem compreendidos e rotulados. O mundo deles está muito distante de tudo que rola à nossa volta, pois vivem ensimesmados, vendo o que ninguém vê, ouvindo vozes dentro da mente e falando um idioma estranho, muito estranho mesmo.

Ame-os ou deixe-os, mas nunca tente mudá-los, pois eles sabem muito bem o que querem.

Gilberto Gonçalves



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Azul e rosa

É impressioanante como a raiz de todo o conflito humano se resume a essa dualidade. Tudo o mais são matizes derivadas de múltiplas combin...