sábado, 1 de julho de 2017

ILUSÃO OU MISSÃO



A humanidade adoece, da esperança de cura, carece.
A ilusão desvia a atenção da saúde para a doença, do bem para o mal.
A consulta ao médico pressupõe a cura, vacinas e remédios agravam a doença.
Na religião, surge a solução, até a dolorosa decepção.
A busca exterior se estende por anos, à procura da vida perfeita.
Farsas e trapaças, frustrações e desilusões.
A medicina, a política, a notícia, a religião, o casamento, a profissão, uma procissão de mentiras.
Eu quero a verdade, mas não sei onde encontrá-la.
Pago caro, empobreço e não a encontro.

A sugestão de amigos me fala de milagres, livros de autoajuda que curam e revelam segredos.
Desfolho capítulos, tropeço em promessas, e não me transporto para as lições e os exemplos.
Tudo que revela a cura, só agrava a doença.
Não me identifico, nem com as doenças e nem com as terapias.
Todos falam de fatos e relatos, que nada representam para as minhas experiências pessoais.
Os desafios não são os mesmos, os desvios não são os meus.
Concluo que a resposta está dentro de mim, só não a ouço.
Os conselhos externos não se aplicam às minhas dúvidas.
Preciso das minhas soluções, e não as encontro

Ninguém pode dizer o que me é bom ou mau, o que devo ou não, fazer.
As respostas aos meus reclamos têm de vir da minha alma.
As soluções que satisfazem a minha personalidade só agravam meus problemas e frustrações.
Quanto mais satisfaço os meus desejos físicos, mais eu empobreço.
Rejeito os padrões alheios, que não me servem e nem consolam.
Persigo meus próprios padrões, só eles me apontam soluções.
Cansado de buscar fora de mim, mergulho no fundo da alma.
A escuridão cede à luz, e visualizo a missão.
A ilusão se transmuta em autoconhecimento.

Encontrei o livro da sabedoria, que não tem heróis ou vilões.
A sua história me tem como personagem, nos bons e maus momentos.
Aprendo com o personagem central, que sou eu mesmo.
Sofro a dor da fraqueza, me regozijo com a boa herança da alma.
Conhecendo a mim, reconheço-me tirano e caridoso.
Numa e noutra vida, sou um ou outro, ou ambos.
Responsável pelos erros e acertos, reconheço-me em cada leitura.
Ninguém tem culpa dos meus fracassos, herdei-os de outras vidas.
Não sou perfeito, assumo meus erros.
Não sou zero à esquerda, possuo muitos números mestres à direita.
Dura, muito dura, é a peregrinação a caminho da felicidade.
Vida após vida, projetamos a rota do peregrino.
Os números me relatam quem sou, quem fui e quem devo ser.


Exulto com um sagrado sentimento, deparo-me com o autoconhecimento. 

Gilberto Gonçalves



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